A ARTE DO AMOR
A noite ilumina
teu corpo emoldurado
como obra de Dali
Surreal
tua boca colada
na minha
Tua pele unindo ilhas
dentro do meu
oceano
POUSO
Me escondi
neste poema
ainda não sei bem
o porquê.
Comecei procurando
uma palavra
que coubesse
meu corpo amontoado
de inconstâncias
achei baú
vocábulo pequeno
mas que comporta
um tanto de coisas.
Não satisfeito
revirei os livros de poesia
e cheguei ao topo
de um arranha-céu
sim, uma palavra composta
para cortar as nuvens
e acomodar o poço
das agonias.
Acabei escrevendo
também o que não desejava
a palavra derradeira
foi pouso
com se fosse possível
cortar as asas
e esquecer
o voo.
Me escondi
neste poema
incompleto
e fui dormir.