Era década de 60 e o povo brasileiro vivia o clima hostil da ditadura militar, que em muitas vezes, limitou com truculência as produções culturais no Brasil. Foi nesse instante de luta ideológica e efervescência política que o país conheceu o auge da era dos festivais de música e apresentou alguns dos artistas considerados de fundamental importância para a formação da Música Popular Brasileira.
Parque", interpretada por Gilberto Gil e com a participação especialíssima do grupo Os Mutantes. Chico Buarque de Hollanda foi acompanhado pelos músicos do MPB 4 na interpretação da música "Roda Viva", que conquistou o terceiro lugar. Caetano Veloso cantando "Alegria, Alegria" provocou vaias do público, mas antes do final de sua apresentação, o baiano reverteu a situação desfavorável, conseguindo a quarta colocação da noite e o reconhecimento efusivo da platéia. Roberto Carlos também participou da festa e chegou ao quinto lugar com o samba "Maria, Carnaval e Cinzas". Naquele ambiente de muita competição, o drama maior foi vivido pelo cantor Sérgio Ricardo que marcou o seu destino no festival ao destruir o violão e atirá-lo ao público depois de ser insistentemente vaiado pela canção "Beto Bom de Bola".
imentos inéditos dos intérpretes e de algumas testemunhas importantes como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e os produtores culturais Solano Ribeiro, Zuza Homem de Melo e Nélson Mota. Aquele momento inesquecível para o cenário musical brasileiro proporcionou uma verdadeira revolução cultural no final dos anos 60, que se propagou com o fortalecimento da MPB, o surgimento da Tropicália, as inclusões da música pop internacional e a explosão das diversas manifestações artísticas regionais. Assistir "Uma Noite em 67" é uma bela recordação para quem viveu aqueles momentos inestimáveis e um aprendizado valioso para as novas gerações, pois mais do que um registro musical, trata-se de uma viagem histórica, ideológica, social e política de uma época de grande relevância para o nosso país. Ficha Técnica











